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é né

A esquerda manipuladora

Estou cada dia mais enojado com as mentiras que a esquerda brasileira insiste em propagar.

A ultima que me fez ficar maluco foi a do nosso digníssimo ex-BBB e deputado federal Jean Willis. Que em um artigo da carta capital (outra coisa esquerdista que até pouco tempo eu admirava (que vergonha tenho disso) e que hoje me enoja)) intitulado “De quantos mortos precisa o Brasil para reagir contra a homofobia?” (Leia aqui o texto na íntegra). No texto ele fala dos incríveis 338 assassinatos de homoafetivos ocorridos em 2012, que segundo ele pode ser maior, pois estes números são extra-oficiais (mesmo que esse número fosse 5 vezes maior, o que seria triste de qualquer forma, não constrói o argumento dele). E destaca que a homofobia é um caso extremamente sério no Brasil, que esses homoafetivos assassinados foram por discriminação.

Concordo que devamos todos seguir uma política própria e pessoal de respeito ao próximo, independente de que diferença tenhamos com este próximo.

Porém o deputado não respeita a inteligência mínima das pessoas quando vem à público revelar estes números.

Fiz umas continhas simples aqui (isso é o mínimo que se pode fazer):

O Brasil tem pouco mais de 191 milhões de habitantes (censo 2010). Temos em média 18 milhões de homoafetivos (infelizmente carece de fonte confiável, procurei no ibge e em nenhuma pesquisa revela a amostragem correta, no ibge aponta só os 60.000 casais que compartilham residência, então da pesquisa oficial estão excluídos solteiros, que representa a maioria dos gays, pela forma digamos “promíscua”, ou livre, seria mais correto, com que se relacionam e os que apenas namoram fixo. Enfim o número foi retirado de dois blogs, um com data de 2005, e outro com data de 2012 em que a matéria aborda a falta de estabelecimentos comerciais que atendam essa parcela da população que segundo o blog é de alto poder aquisitivo). 

Ufa!!

2012 e 2013 tiveram uma media cada um de 50.000 assassinatos.

Concluindo: 9,47% da população brasileira é de homoafetivos. Mas o percentual de homoafetivos assassinados é de 0,67% num universo de 50000 brasileiros.

Então a questão é: o Brasil é um país homofóbico? Definitivamente não! Pelo menos não do tipo que se mata todo dia um gay só por ele ser gay. 

Tem um ranso? Acredito que sim! Vejo que o brasileiro “da maioria” tem certo ranso, uma coisa dentro de si que prefere não se misturar com as minorias, ri de piadas de gays e de negros. Mas acredito também que essa maioria tem em si um espírito cívico que os impede de atrocidades contra as minorias. Falta pouco pra ranso acabar. É só lembrarmos que à pouco mais de 120 anos os negros eram escravos, à 24 anos atrás os homossexuais eram considerados doentes.

De uma hora pra outra achar que a mentalidade de todos vai mudar porque uma minoria assim quer, é ser muito ingênuo. Ou em alguns casos em que se quer impor isto de forma agressiva, é ser muito ardiloso.

Temos que dar tempo pra pessoas irem se acostumando. As novas gerações já nascerão com mente mais aberta e sem esse ranso naturalmente.

Mas a esquerda quer empurrar goela abaixo que o brasileiro é homofóbico, que os assassinatos são porque as pessoas são homofóbicas e que se deve criar leis que punam a homofobia. Tudo isso baseado em dados que quando publicados com textos alarmantes, mostra uma verdade que eles querem que exista. Mas não existe.

É pura maquiagem pros que tem preguiça de procurar a verdade.


Em Defesa do Humor

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Esse já é um assunto mais que batido. Mas que eu ainda não comentei.

O humor brasileiro passa atualmente por uma renovação. Uma renovação que atinge o velho modo de pensar do brasileiro.
Nosso humor sempre foi ingênuo, simples e respeitador. Mazaroppi tinha o seu humor pautado em mostrar o homem simples, o matuto, a fala errada, a ingenuidade. Os trapalhões já foram mais a fundo na zoação do bêbado, do negro, do nordestino, do pobre e de vários estereótipos encontrados Brasil afora. Jô Soares, Casseta e Planeta pegaram a veia política, escarnecendo políticos e suas formas de agirem. Ou seja, a coisa foi crescendo, o foco das piadas foi mudando e muitos desses estilos se fundiram, tanto que hoje temos humoristas que representam cada vertente dessa.

Hoje tudo isso evoluiu, o CQC pega os políticos na porta do congresso, o pânico faz seu show de escárnio, circo de coisas grotescas, e o porta dos fundos põe o dedo em tudo que é assunto de forma ácida e inteligente.

Então venho eu aqui defender esse humor do PDF. Esse estilo deles é bem parecido com o que já se fazia na década de 1970 na Inglaterra pelo Monty Phyton. Um grupo que escarnecia da política, da religião e do modo de agir das pessoas. O que lhes rendeu extremo sucesso. Pois as pessoas se viam naquilo e viam naquilo uma forma exagerada de como as coisas realmente são. O que seria do humor sem que se pudesse aumentar o que elas realmente são?

Mas hoje aqui no Brasil existe um puritanismo extremo vindo das alas religiosas. São pessoas que não sabem rir de si próprias, pessoas do politicamente correto, e acredito eu pessoas tristes com suas existencialidades. Então essas pessoas defendem com unhas e dentes o direito delas de serem ludibriadas pelo o que diz a bíblia, usando tal livro milenar como regra constante para ser aplicada nos dias de hoje.

Realmente é triste de ver que as pessoas não sabem rir de si próprias nos dias de hoje. Isso que a galera do puritanismo religioso faz parece mais um regime ditatorial em que não se pode falar nada, fazer nada, rir de nada, com perigo de cabeças rolarem se um risinho de canto de boca for esboçado. Que deus nos ajude.

Aí em baixo vai um vídeo dum religioso católico (pasmem oO) atacando um vídeo do PDF:


Mensagem de fim de ano

Só esse pequeno trecho do Rocky Balboa resume o que eu quero e desejo a todos nesse ano que vem:


Fora de Convergência

A política ultimamente estava bem consolidada. Alianças entre partidos, políticos satisfeitos em seus partidos.

Mas nos últimos meses, não sei se por causa das manifestações, estou vendo alianças históricas se desmoronarem.

Lula indica ministros à Dilma e ela não acata suas indicações. Fernando Haddad está insatisfeito com seus colegas petistas do governo federal. No Rio de Janeiro o PMDB parece estar se afastando do PT. Acredito que a liga que mantinha o PT não era Lula e sim José Dirceu, esse sim homem astuto, cheio de cartas na manga que agora encontra-se impedido de atuar tão livremente por causa de sua prisão.

Estamos em tempos incertos sobre o que vai acontecer. 2014 promete algo diferente. Acredito que pela primeira vez veremos um racha grande no PT.

Sinto que nossa presidente tem boas intenções, mas não acredito em sua capacidade para gerir o país. Ela não vai largar o osso, mas é bom que vejamos que rumo isso vai tomar, pois somente com Lula ela não consegue apoio político. 

Lula em seu governo se mostrou um grande político, concedia cargos por voto como quem vende água. E isso foi danoso ao país, inchou a máquina pública e mostrou que apesar de bom na política é péssimo na gestão que inclusive não era encabeçada por ele, pois ele não passou de fantoche de Dirceu.

Por isso ainda acredito um pouco em Dilma ao tentar se afastar mais dessa turma. Mesmo que isso possa ser sua morte política. Se ela se mostrar sincera, mesmo que faça merda, pelo menos pode sair com a cabeça erguida de que entrou com as merdas e saiu com os bons. 


A Queda Dos Ideais

O mundo é mundo desde sempre. E sempre tem pessoas tentando criar seus mundos através de ideologias. O comunismo, o livre mercado, o anarquismo, e tantos outros são modos de mundo que alguém ou alguns criaram através do que viam em suas épocas e mesmo que saibamos que alguns são utópicos, ou seja, são somente fruto de ideias que nunca se concretizarão,  ainda vemos pessoas defendendo ferranhamente alguns ideais que sabemos, porque a história nos mostra, que nunca poderão ser concretizados, por mais lindos que sejam.

O comunismo por exemplo: basicamente, bem a grosso modo diz que: chegará um ponto em que os operários, que são a força motriz da sociedade, se rebelarão contra seus algozes e tomarão as rédeas do poder para depois implantar um sistema em que todo trabalho valha a mesma coisa e todos vivam em completa harmonia como iguais. Beleza, muito bonito. Mas essa ideologia esbarra em um aspecto, não somos máquinas, somos humanos. É a humanidade chegou aonde chegou porque sempre tivemos os mais destacados, os melhores, os que contribuíram e ainda contribuem mais que outros. Mas aí você me diz: “todo mundo é responsável, se um pedreiro fizer merda na construção o prédio cai e mata várias pessoas, ele tem tanta responsabilidade quanto um médico que salva vidas.” Será? Quem estudou mais de 8 anos e continua estudando, quem dá plantão de madrugada se privando de sono e tempo com sua família? Ele merece ganhar mais porque salva vidas ou porque ele se dá mais, se dedica mais? Já o pedreiro estudou pouco, aprendeu o que faz ali mesmo com outros companheiros, trabalha de segunda a sábado em horário comercial, e vai viver o resto da vida fazendo a mesma coisa, afinal, desde que mundo é mundo e casa é casa ela é construída de tijolo em cima de tijolo e isso até meu filho de 4 anos faz. Já a medicina se o cara num tiver atualizado, ele será um profissional ruim (quanto pediatra bosta eu já num peguei).

Então não venham me dizer que os dois devem ganhar o mesmo. Isso é basbaquice.

Também não quer dizer que os que cumprem tarefas que exijam menos devam viver tão abaixo dos que mais contribuem. Acredito que possamos um dia viver em bairros mistos, em que o pedreiro com sua casa simples, mas sem faltar nada, seja vizinho do médico que vive melhor e que seus filhos possam frequentar a mesma escola de qualidade e que se for desejo de cada uma dessas crianças os papéis sejam invertidos, ou que ambos sejam médicos ou pedreiros, desde que saibam o que o futuro lhes reserva.


Manifesto do Nada na Terra do Nunca – Lobão

Estou terminando de ler o último livro do Lobão. É meio inconsequente escrever sobre algo que eu não terminei de ler, mas é que o ultimo capítulo é chatinho.


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